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Esqueça o puff colorido: o que realmente sustenta a felicidade no trabalho

Atualizado: 6 de jan.






A crise silenciosa que exige cuidado estruturado, não ações cosméticas


Puffs coloridos, salas de jogos, mesas de pingue-pongue e happy hour ilimitado.Durante anos, esses elementos foram apresentados como símbolos da chamada “felicidade no trabalho”.


Mas os dados mostram outra realidade.


Segundo informações do Ministério da Previdência Social, os afastamentos por transtornos mentais no Brasil cresceram 66% em 2024, ultrapassando 500 mil registros. A Organização Mundial da Saúde (OMS) já reconhece o adoecimento emocional como um dos maiores desafios contemporâneos do mundo do trabalho.


Esses números revelam uma verdade que muitas organizações ainda resistem em encarar:felicidade no trabalho não se sustenta em benefícios superficiais.


Ela exige uma construção cultural profunda, contínua e intencional. É nesse contexto que programas estruturados de felicidade corporativa deixam de ser tendência e passam a ser necessidade estratégica.


No Instituto Vanda Lohn, partimos de um princípio claro: cuidar de quem trabalha é responsabilidade da gestão, não um gesto pontual de boa vontade.


1. Felicidade não é sobre puffs e happy hour. É sobre relações saudáveis.

Do ponto de vista da cultura organizacional, benefícios lúdicos são apenas artefatos simbólicos.Sem valores e práticas coerentes, eles rapidamente perdem significado.

Estudos sobre segurança psicológica, amplamente difundidos por pesquisas da Harvard Business School, mostram que ambientes saudáveis são aqueles onde as pessoas se sentem seguras para falar, errar, discordar e aprender.


Quando isso não existe, nenhuma ação estética sustenta o bem-estar. A felicidade corporativa genuína nasce da qualidade das relações, da maturidade emocional das lideranças e da capacidade da organização de lidar com conflitos de forma estruturada. Sem confiança, não há cultura saudável.E sem cultura saudável, nenhum benefício se sustenta.


2. Felicidade é estratégia de negócio, não luxo

A ciência organizacional já é clara:bem-estar no trabalho está diretamente relacionado a desempenho, engajamento e resultados sustentáveis. Pesquisas da Gallup, reunidas no relatório State of the Global Workplace, demonstram que colaboradores emocionalmente saudáveis apresentam níveis significativamente mais altos de produtividade, inovação e comprometimento, além de menor rotatividade.


A Harvard Business Review reforça esse entendimento ao apontar que organizações que investem de forma estruturada no bem-estar reduzem custos com absenteísmo, turnover e adoecimento. Felicidade, portanto, não é custo. É ativo estratégico.


No Programa A Felicidade de Quem Trabalha, tratamos o bem-estar como parte da gestão, integrado à liderança, à cultura organizacional e aos resultados humanos, financeiros e ESG.


3. Trabalhar apenas para “pagar boletos” é um sintoma organizacional

A cultura do “cestou” revela mais do que humor social.Ela expressa o esvaziamento de sentido do trabalho. Quando o trabalho é percebido apenas como obrigação, surge o vazio existencial, tema amplamente discutido pela psicologia, pela filosofia e pela sociologia contemporânea.


A OMS alerta que a desconexão entre trabalho, identidade e sentido é um dos fatores centrais do adoecimento emocional nas organizações. Passamos grande parte da vida trabalhando. Quando esse tempo é vivido sem propósito, transforma-se em sobrevivência. Quando há sentido, transforma-se em realização.


Programas de felicidade estruturados ajudam pessoas e organizações a reconectar trabalho, identidade e propósito, fortalecendo o engajamento genuíno e sustentável.


4. A felicidade não nasceu no Vale do Silício, mas no Himalaia

Muito antes de o tema ganhar espaço no mundo corporativo, o Butão já havia colocado o bem-estar no centro do desenvolvimento. A Felicidade Interna Bruta (FIB), desenvolvida pelo Centre for Bhutan Studies, propõe medir progresso a partir de dimensões como saúde, educação, cultura, governança, meio ambiente e bem-estar psicológico, e não apenas crescimento econômico.


Essa visão inspirou a Resolução 65/309 da ONU, que reconhece a felicidade como elemento fundamental para uma abordagem holística do desenvolvimento.

Diferentemente de iniciativas pontuais de bem-estar, a FIB funciona como sistema estruturante de decisões e políticas.


No Instituto Vanda Lohn, o Programa A Felicidade de Quem Trabalha tem base conceitual na FIB, adaptada ao contexto organizacional, integrando cuidado humano, liderança consciente e estratégia de negócios.


5. Felicidade não é ausência de problemas, é presença de propósito

A felicidade autêntica não elimina desafios.Ela oferece sentido para atravessá-los.

Freud, em O Mal-Estar na Civilização, já afirmava que viver em sociedade implica tensões e renúncias. No trabalho, isso se manifesta no equilíbrio entre autonomia, pertencimento e responsabilidade coletiva.


O problema não é o desconforto.O problema é sofrer sem propósito. Quando existe sentido, o esforço se transforma em crescimento. Sem sentido, qualquer desafio se torna peso insuportável. Programas de felicidade maduros ajudam líderes e equipes a lidar com o mal-estar de forma consciente, ética e construtiva, transformando tensão em aprendizado e desenvolvimento.


Conclusão: sua empresa cuida ou apenas parece cuidar?


Felicidade no trabalho não se constrói com ações isoladas.Ela exige programa, método e compromisso institucional. Cuidar de quem trabalha é:

  • cultura organizacional

  • liderança consciente

  • saúde emocional

  • estratégia de sustentabilidade


A pergunta não é se sua empresa tem puffs coloridos. É se ela tem maturidade para cuidar, de forma estruturada, de quem sustenta seus resultados.

No Instituto Vanda Lohn, acreditamos que felicidade no trabalho não é marketing. É gestão. É ética. É responsabilidade.

 

 

Box Institucional | Programa A Felicidade de Quem Trabalha


O Programa A Felicidade de Quem Trabalha, do Instituto Vanda Lohn, é uma abordagem estruturada de cuidado humano, liderança consciente e cultura organizacional.


Sua base conceitual é a metodologia da Felicidade Interna Bruta (FIB), reconhecida internacionalmente e inspiradora da Resolução 65/309 da ONU, adaptada à realidade das organizações brasileiras por meio de uma metodologia própria do IVL.


O programa integra bem-estar emocional, autoconhecimento da liderança, segurança psicológica, propósito no trabalho e indicadores organizacionais, apoiando empresas na construção de ambientes saudáveis, conscientes e sustentáveis, onde pessoas e resultados evoluem juntos.

 

 
 
 

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